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09 Maio 2016 - 15:18:25

Tudo Começou Aqui


Tudo começou aqui.



                                No ano de
1.976, estive na cidade de  PATOS -
Pb,  onde estudei o primeiro ano técnico
Contabilidade no Colégio Roberto Simonsen. Tinha um primo que fazia teatro por
lá, o motivo eu não sei, só sei que nunca me levou ao ensaio do teatro. Em
1977, volto pra casa, em Mossoró-Rn, e num dia de domingo, escuto no rádio:
Hoje tem teatro no SESI, pluft, o
fantasminha
, e ai eu fui ao teatro e assistindo, fui me empolgando com o
resultado do espetáculo que ia me consumindo aos poucos. Terminado, procuro o
diretor – Iremar Leite, depois,
descobri que era um verdadeiro artista musical, compositor,  e na nossa conversa, ele  me disse, já fizesse alguma vez, sabe o que é,
e eu disse não e queria fazer porque tinha gostado e me apaixonado pela coisa.
Nessa brincadeira, perdi muitos dias de aulas vendo os ensaios da turma - só
que meus pais nunca desconfiaram que eu estava faltando aulas, eu pegava as
matéria com os colegas de classe - e como ele percebeu que eu estava muito
interessado, um dia, pra minha surpresa, ele me oferece um personagem numa peça
que se chama o Vaso Suspirado, não
me recordo o nome do autor. Fiquei muito feliz e agradecido e em casa decorando
texto minha querida mãe descobre e interfere, não queria que eu deixasse de
estudar pra freqüentar coisas  mundanas,
coisas de fresco, viado, e nisso, complicou tudo, tive que desistir, quer
dizer, perante a eles, meus pais, e apesar  disso, o diretor ficar chateado comigo porque
teve que encontrar um substituto pra mim. Fui ao  SESI e conversei com o Iremar Leite
 e ele depois de algum tempo em outra
montagem me aceita de volta, desta feita em o Peru do Cão Coxo, um



dos atos de o Auto da Compadecida de Ariano Suassuna
e vamos em frente e acontece tudo de novo, mais uma vez, desistindo e
complicando a vida dos atores do grupo de teatro do SESI,  -  um
dia levei minha mãe pra assistir um espetáculo dizendo a ela que teatro era
cultura, coisa sadia e que não tinha viado, só que foi uma verdadeira decepção,
o grupo de teatro que estava se apresentando 
era da capital e até o diretor era 
bicha, viado  mesmo, e ai, ela
virou  pra mim e disse:  é isso que você quer ser, viado, coisa ruim,
eu não criei meu filho pra isso não – minha mãe, tinha razão em parte, ela
queria que eu estudasse, não me envolvesse com essas coisas não -   mais um outro espetáculo aconteceu e  com isso o diretor não mais me aceita no
grupo, entendi seu ponto de vista, claro, depois de tantas, nesse dia sai
chorando do SESI em direção a minha casa, revoltado com os meus pais e o tempo
vai passando, passando... um certo dia,  1.978, estava  eu estudando na escola técnica de comercio União Caixeiral,  quando uma jovem -  Rita Dantas  - me 
procura dizendo, jacinto,
sabemos que tava fazendo teatro no sesi 
e a agente ta com uma peça  que a
professora de português  Eulália passou como trabalho de
turma,  o Pagador de Promessa de 
Dias Gomes – era um resumo do Original – foi ai, nesta data, que  eu e Vicente Neto, criamos o Grupo de Teatro Tártarus Produções Artísticas, que eram os povos
bárbaros que viviam na Ásia central, de cor amarela, cabelos lisos e pretos,
grandes e ferozes guerreiros, destruidor de outros povos, eram carnívoros, -  apresentação nos dias 19 a 24 de Novembro de
1.978, no auditório do SESI -   Vicente Neto  (fez a apresentação) Lazaro de Betania (Direção) Jacinto
Moreno
(Mestre Coca)  Jércio Manoel (Dedé) Gilvaneide
Sousa
(Rosa) Rita Dantas (Minha
Tia) Vicente Netto (Padre Olavo) Francisco
Almeida
(Guarda) Inácio de Loiola
(Secretário)



Antonio Mendonça (
Sacristão) Zaldivar Borges
(Delegado)  José Wilson ( Repórter)  José Gandhi ( Fotógrafo) e outros que
fizeram parte na técnica: Espedito e
Nilo
(Maquiagem)  Gutemberg Fernandes ( Cenários) Laureniza Fernandes ( Coordenação) Gilberto
Souza
( Sonoplastia) - fizemos algumas apresentações  e como estava 
eu empolgado  e por necessidade,
eu resolvi dirigir e  tentei montar o Juiz de Paz na Roça, com um elenco de 12 pessoas, só que depois de
algum tempo, acabou,  os rapazes
desistiram com medo de virar fresco, viado, essa foi a verdade, era um
verdadeira preconceito contra o nosso e amado teatro. Neste período de tempo,  enquanto  estudavamos na escola União Caixeiral,  eu e
Vicente Neto,
 se preparava para
vestibular e estudava num quartinho a noite e um dia passa um mendigo e
conversa com agente e quando o homem
sai eu disse: ai está a nossa
primeira  parceria  a peça de
teatro  Um anjo Rebelde  e
depois  escrevemos um cordel que foi publicado na URRN
e distribuído para o alunado gratuitamente 
Resistência Heroica de Mossoró ao Bando de Lampião  quando completou 55 anos que Lampião entrou na
cidade de Mossoró, com uma grande ajuda e apoio 
do nosso Professor, Poeta, violeiro, 
Cordelista, Prosador,  Joaquim Crispiniano Neto e  fizemos também em prosa -  depois Vicente Neto escreveu  O
Longo braço da lei dos
Homens,
peça crítica sobre  o movimento
revolucionário do Brasil  e eu, Jacinto Moreno  dei continuidade ao meu ego, escrevendo  e montando meus textos teatrais,  e  o
tempo vai passando e eu tentando...  um
dia, eu entrei na livraria de chimbinho e estava vendo um livro de teatro
quando um jovem se aproximou  de mim e
disse:  você é Jacinto Moreno? - 
sim, sou eu, - e ele disse: gostaria que você participasse de um grupo
de jovem na igreja do alto da conceição, seu nome era Carlenirio Carlos, e eu fui, só que quando cheguei lá, fiz uma
proposta a todos do grupo: vamos montar uma peça de teatro e eles aceitaram o
desafio: montamos  José de Maria de Luiz Menezes Peduto  - 07/08/09/dez/1.980 – no auditório da Igreja
- e o elenco era formado por:  Jacinto Moreno ( Diretor) Nonato Santos (José) Sonia Souza (Maria)  Carlenirio
Carlos
(Trabalhador e Carneiro) Gorete
( Camelo) José Bino ( Lobo)  Suel
de Castro
( Patrão). 1.981 reunimos o grupo e montamos Um Anjo Rebelde de Jacinto
Moreno e Vicente Neto que não estava mais conosco por motivo de estudo e o
elenco foi formado por:  Jacinto Moreno ( Direção) Jacinto  Moreno ( Jacinto Freire) Carlenírio Carlos ( Paulo Freire) Sonia Souza ( Garota 2) José Bino (Zeferino) Suel de Castro(Policial) Nonato Santos( Vicente Camargo) Nilton Joema ( Senhor 01) Cida Sousa ( Garota 01) e continuei
andando pela cidade, quando um dia eu estava observando  os cartazes dos filmes , no cinema Cid,
escuto uma voz, forte, e disse: tu és Jacinto
Moreno
e me virando disse, sim, sou eu, e quem és tu, no que ele responde,
sou radialista, jornalista, José Maria
Alves
e tenho um texto que escrevi de parceria com meu amigo Antonio 
Filemon  Rodrigues Pimenta,
chama-se 
Santa Luzia, Virgem e Mártir
escrita em 1.977.  Gostaria muito que fosse encenado, mas um
diretor de teatro de Natal, Capital, por nome de Jesiel Fiqueiredo,  disse que
montava se eu pagasse uma quantia de 30.000,00 ( Trinta Mil Cruzeiros ) e eu
disse: traga o texto que eu quero ler, se eu gostar,   vou montar e de graça, porque Deus está querendo. Lí,  gostei e reuni o grupo acrescentando mais
gente, porque foram aproximadamente uns 30 atores e técnicos, conseguimos carro
de som, 20.000,00 ( Vinte Mil Cruzeiros) pela prefeitura de Mossoró e  30.000,00 ( Trinta Mil Cruzeiros) da
Secretaria de Educação  e Cultura  de Natal e fazíamos os ensaios no colégio das
freiras, ali, perto do colégio estadual, divulgação nos jornais, - José Maria Alves, era jornalista e
divulgava muito,  rádio rural que era da
igreja,  monsenhor Américo que nos deu muito apoio, Everi costa e Emeri costa,
os gêmeos e seu Manoel que divulgava
nos seus programas –   eu quase que
ia  sendo preso pelo fato de o dinheiro
não ter chegado a tempo de pagar as sandálias que mandei confeccionar – o cara
me procurou, mas tiraram o cara de tempo, e quando chegou o dinheiro fui pagar
as dividas,  - compramos os tecidos -
cada uma das pessoas mandavam confeccionar suas roupas, mas, deu tudo certo, e
em 03 de Dezembro de 1.981, pela primeira vez, com muito orgulho, sobe aos
palcos- eram 3 no centro da cidade, de fronte a radio rural,  -  as
20 horas, - ao me lembrar me deu vontade de chorar, pode crer -  a peça teatral  SANTA
LUZIA
VIRGEM E MÁRTIR encenada
pelo Tártarus Produções Artísticas, com aproximadamente uma platéia
de 30. Mil pessoas, onde nos deixou muito orgulhosos e segue-se 08/13 de
dezembro, dia de Santa Luzia na cidade,  e o elenco era formado por:  Jacinto
Moreno
( Diretor) Vicente Neto  (Diretor) que voltou, fez a peça e desistiu
definitivamente, Filemon Pimenta  (Diretor) 
Albênia Medeiros ( Luzia) Jacinto Moreno ( Amigo do
Pretendente)  Filemon Pimenta ( Pretendente)
José Bino
( Velho) Francisco Moreno
Filho
 (Soldado) Carlenirio Carlos ( Governador Pascácio)  Suel
de Castro
(Assistente do Governador) Nilton
Joema
( Cego) Cida Souza ( Mãe
de Luzia) Andreia Medeiros (
Garotinha) Francizemar Morais ( Santa
Àgata) Nonato Santos (  (Capacho do Governador)  José
Maria Alves
( Sonoplastia) e elenco secundários que não me recordo no
momento, e o espetáculo continuou 
em  03/08/13/dezembro de
1.982/1.983, 1.984, não aconteceu o espetáculo porque eu, em março deste ano,
me transferi  para João Pessoa,capital
Paraibana.



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