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rss Sindicação

Visualização dos artigos postados o: 01/01/2001

09 Maio 2016 


Fabio Mozart escreveu: "Gabriel, o verdadeiro anjo
pornográfico



 



Tarcísio Pereira ainda era pobre e ajudava a manter o teatro
Cilaio Ribeiro, da Federação Paraibana de Teatro Amador com seu parceiro de
palco e de bar, meu compadre Jacinto Moreno. Em cartaz, a peça “Amor à meia
luz”, furor pornô-erótico da época, uma espécie de Pastoril profano em moldes
mais “sérios”, de autoria de Moreno, tendo como ator principal o jovem Gabriel
no máximo de sua grandeza interpretativa, no papel de um rapaz que come a
mocinha nas mais delirantes peripécias.



 



Porém, e sempre tem um porém, a real esposa do ator Gabriel
jamais se convenceu do distanciamento interpretativo do galã, principalmente
nas cenas tórridas. O texto sofreu toda sorte de cortes e censuras, mas sempre
sobrava aquela parte em que a personagem de Gabriel se atracava com a mocinha,
os dois devidamente nus.



Foi durante a festa das Neves, teatro lotado, a peça teve
início com o reprimido Gabriel já mandando ver na sua heroína, quando à meia
luz aparece a mulher do canastrão carregando mais brabeza do que uma lata cheia
de siri. O porteiro Tarcísio Pereira ainda tentou barrar a entrada da megera
disposta a baixar o fogo do ator a golpes de Gillette. Jacinto Moreno, que
fazia a luz do espetáculo, foi chamado ás pressas à portaria, na tentativa de
botar panos quentes no incidente que ameaçava a função.



 



De comédia de erros e costumes, a peça descambou para a
baixaria pura e simples. A furiosa mulher enfiou a mão nas respectivas fuças da
equipe técnica e entrou em cena, disposta a comer o fígado de Gabriel. A
platéia foi ao delírio, crente de que se tratava de peripécias do enredo.
Jacinto tentava acalmar o conflito, aos berros:



 



--- Senhoras e senhores, pedimos desculpas pela situação,
isso não faz parte do espetáculo!



 



Foi quando se deu a cena de sangue. A senhira Gabriel rasgou
a marcado Zorro na cara do galã com seu estilete, a matéria desceu e a policia
foi chamada.



Na delegacia, faltou pouco para que toda a troupe fosse
dormir no xilindró. Moreno era o mais exaltado:



 



--- Ela me chamou de fresco! Quero meus direitos autorais de
macho!



 



Terminada a acareação, foi todo mundo para a bagaceira da
festa das Neves tomar São Paulo com tira-gosto de churrasco de gato.



 



Gabriel pediu divórcio por “incompatibilidade de gênero”.
“Vou arriscá-la completamente da memória”, prometia o violentado ator.



 



Tarcísio Pereira, Jacinto Moreno, Marcos Veloso"



 



Ver publicação



09 Maio 2016 


 



Siéllysson



Café com Siéllysson entrevista o
teatrólogo Jacinto Moreno



Entrevista 30http://2.bp.blogspot.com/-adwOrntN0dg/VNmTaEJNbJI/AAAAAAAAA48/bbQzEb_hE98/s1600/1959377_718785404839097_4578018077123483603_n.jpg



 



Ele nasceu em Tenente Ananias no Rio
Grande do Norte, mas adotou Santa Rita em seu coração, paixão esta que gerou
filmes em nosso município, montagens de grupos teatrais, ministrou cursos e
levou o nome da cidade para Portugal por meio do seu premiado filme “ Aparição”
e “Cova da Iria”. Jacinto Moreno é o entrevista de Café com Siéllysson.



Depois
de meses guardada, finalmente lanço a entrevista do teatrólogo e cineasta
Jacinto Moreno, peço desculpa aos leitores do blog e ao artista que esperou
pacientemente por mais uma de tantas entrevistas dadas a blogs, jornais,
televisão... Meu sincero pedido de desculpa e meu eterno agradecimento a este
homem que só engrandece nossa cidade.



SIÉLLYSSON - Quando despertou em você o
interesse pelo teatro?



JACINTO - Desde criança eu ia pra o
cinema, aí fui me despertando, àquela curiosidade de ver as pessoas fazendo
aquilo, então eu disso “um dia que quero fazer isso”. Foi lá em Souza onde tudo
começou, começou da curiosidade de querer ser e fazer aquilo que os atores em
cena faziam.



SIÉLLYSSON - Quantos anos você tinha na
época?



JACINTO - Tinha meus 12 anos. Daí eu
fui morar em Mossoró, no Rio Grande do Norte, mais ou menos em 1974 eu percebi
que tinha um grupo de teatro por lá e ia ver.  1976, Vim morar em Patos, onde passei um ano,
lá um primo meu fazia teatro, fiquei curioso e quando voltei pra Mossoró, vi
uma propaganda no SESC sobre “Plufts, o fantasminha” eu fui assistir o
espetáculo, daí me apaixonei e não parei mais, participei em seguida como ator
em vários espetáculos.



SIÉLLYSSON - Sua primeira participação
no teatro foi por meio de uma peça criada por você ou foi de algum diretor?



JACINTO - Como ator,  eu fui trabalhar com  Iremar Leite, 
compositor, que era diretor do SESC, lá em Mossoró; trabalhei algum
tempo com ele e por motivos de família eu tive que abandonar o teatro, meus
pais não queriam, por isso, fui expulso do grupo, porque deixei três
espetáculos inacabados. Fiquei na época muito chateado com meus pais, fiquei
revoltado. Certo dia quando eu estudava na Escola Técnica de Mossoró me
chamaram pra fazer uma peça, fiz um personagem do “O Pagador de Promessa” que
era uma adaptação do texto de Dias Gomes. A partir daí foi quando eu comecei a
montar meus espetáculos e pela primeira vez passei a desobedecer aos meus pais.
Eu já era maior de idade  quando  desobedeci aos meus pais, falei pra eles:
“Olhem, eu vou fazer teatro, vocês me desculpem, mas eu não vou desistir não”.
Foi aí que eu comecei a dirigir por necessidade em 1977 e um ano depois comecei
a escrever espetáculos.



SIÉLLYSSON - O que é ser diretor por necessidade?



JACINTO - Eu senti necessidade de ser
diretor porque eu não tinha um diretor pra dirigir os papéis que eu queria
fazer. Como eu já tinha um pouquinho de experiência como ator, convoquei o
pessoal e disse “Olha gente, eu vou dirigir este espetáculo.” E fiz a primeira
direção, a segunda, e até hoje estou dirigindo. Graças a Deus (risos) porque adoro dirigir.



SIÉLLYSSON - Você já fez vários curtas
e agora estreou seu primeiro longa. Quando o seu interesse passou do teatro pra
o cinema?



JACINTO - Em 1984 eu vim morar em
João Pessoa porque meu pai tinha adoecido, ele veio fazer uma cirurgia. No
finalzinho de 1984 a TV Globo esteve aqui em João Pessoa pra fazer a novela,
Vereda Tropical, eu tinha chegado há pouco tempo e,  Tarcísio Pereira, que até hoje é meu amigo, me
incentivou a fazer participação nas gravações, mas a TV só chamou quem tinha a
carteirinha de ator de teatro, eu não tinha na época. Eu entrei por baixo da
perna do cara lá e consegui entrar no ônibus e fui pra o Hotel Tambaú e lá me
entrosei com o pessoal e participei de uma cena na novela. No teatro Lima
Penante, no mesmo período eu estava com Fernando Mercês, começamos a montar o
espetáculo que se chamava “O Arquiteto e o imperador da Síria” começamos
ensaiar, mas sem diretor achamos melhor parar, daí eu tive conhecimento que
Tarcísio estava montando um espetáculo “A Cabeça da Santa” e fiquei trabalhando
com ele nesta peça e fiz outros espetáculos sob a direção de Tarcísio Pereira,
como “Um dia serei Suzana”. Também trabalhei com Eliezer Rollin.  Eu já tinha  escrito algumas peças quando  morava em Mossoró, aqui, em João Pessoa,
continuei escrevendo e montando os meus textos.  Montei 
“O Vaqueiro Nordestino” que era a história do meu avô, e não parei de
escrever e montar meus trabalhos.














http://4.bp.blogspot.com/-mOwJBjp2-ZY/VNmR_SQIW6I/AAAAAAAAA4g/sMd26LQnr2k/s1600/Um%2Bdia%2Bserei%2BSuzana%2BTarc%C3%ADsio%2BPereira.jpg




FOTO  de  Tarcísio Pereira de 1985,
disponível na internet.





 



SIÉLLYSSON - E o cinema? Quando você
resolveu dirigir curtas?



JACINTO - Fui convidado pra fazer um
filme “A Árvore de Marcação” (1999), veio uma equipe do Rio de Janeiro e foi
pra cidade de Marcação e por meio de Fernando Mercês,  foi feito o convite; eu trabalhei como ator e
trabalhei na produção executiva do filme. Em 2000, eu participei  de três filmes de Carlos Dawling, depois fui
convidado pra fazer O Meio do Mundo” de Marcos Vilar, fiz um filme de Torquato
Joel,  “Transubstancial”, fui então,
convidado pra fazer cinema na Paraíba. Daí fui pegando a técnica porque sempre
fui curioso, enquanto o diretor estava ali preparando o equipamento eu pedia
permissão pra eu me aprender, me aproximar mais deles porque eu já tinha
pretensão de fazer o que eles estavam fazendo. Aproximei da equipe técnica, do
diretor de fotografia e fui aprender como manusear e resolvi fazer os meus
próprios filmes.



SIÉLLYSSON - Qual foi o primeiro deles?



JACINTO - O meu primeiro filme foi um
documentário sobre o artista plástico Geraldo Correia aqui em Santa Rita.
Entrei na Prefeitura de Santa Rita em 1999, desde então me apaixonei pela
cidade, e sempre tive essa loucura de fazer alguma coisa em Santa Rita. O Documentário
é “Geraldo por Geraldo” (2007) onde ele conta tudo da vida dele e suas
exposições até mesmo no exterior, como ele gostava muito de Santa Rita terminou
voltando. Em seguida eu fiz “Táxi” (2008) que é uma ficção, história de uma
lenda urbana. Depois eu fiz “O Anjo e a Serpente”  gravado boa parte em Santa Rita, com atores
santa-ritenses, que conta a história de duas crianças que se apaixonaram e o
pai ao perceber e manda o filho para o seminário, gravamos na Capela de São
Sebastião, em Tibiri Fábrica, gravamos também em Itabaiana.














http://2.bp.blogspot.com/-w3ejv0qSWOY/VNmSmnXtWpI/AAAAAAAAA4o/HljeGk8GvpM/s1600/551694_242236269224871_847597617_n.jpg




Cartaz do filme "Táxi"





 



SIÉLLYSSON - Você trabalha muito com
atores de Santa Rita, formou equipe de teatro aqui tanto de teatro quanto um
grupo de atores para o filme “A Aparição”. Como surgiu essa paixão pela cidade?



JACINTO - Eu me apaixonei por Santa
Rita desde que eu comecei a trabalhar aqui. Eu estava na Secretaria de Cultura,
passei muito tempo trabalhando lá e hoje tô ainda, na época trabalhava com
montagem de peças teatrais, ao mesmo tempo fazendo meus filmes, eu me senti na
obrigação de trabalhar com meus alunos eram meus amigos também, a exemplo
de  Laura Domingos, Pupa Dias, Juliete
Figueiredo, Israel Nunes,  que
infelizmente ingeriu veneno de rato e faleceu, e,  nada mais justo do que trazê-los pra trabalhar
comigo no cinema, apesar de trazer atores profissionais de João Pessoa, a exemplo
de Fernando Mercês, Adriana Felizardo, eu trabalho com profissionais, amadores
e aqueles que querem contribuir com sua participação no cinema.



SIÉLLYSSON - E como surgiu a proposta
de você trabalhar com a Série Televisa “Geração Saúde 2”?



JACINTO - A “Geração Saúde 2” saiu na
internet  convocando pessoas para se inscreverem para um teste.
Eu fiz primeiro na internet e fui convocado pra fazer o teste pessoalmente do
papel do velho dono da barraca,  Seu
Romero,  que tinha a preocupação de tirar
os jovens das drogas, ele formava um time de futebol. Fui eu e Fernando
Teixeira e passamos no teste, depois fiz outro teste e a diretora me escolheu
pra o personagem. Fizemos a minissérie que são15 episódios, eu estou em 12.














http://4.bp.blogspot.com/-tR1Y67ZfSBU/VNmS0l_eKFI/AAAAAAAAA4w/yTFx8k7KDL0/s1600/1518032_698246903623803_1424156549481812459_n.jpg




Foto: com Fernando Teixeira de Jacinto disponível
na internet





SIÉLLYSSON - “A Cova da Iria” é o curta
do filme “ Aparição” que você fez recentemente, com este filme você participou
de festivais no Brasil e foi para Portugal, como foi que se deu este convite
para apresentar seu trabalho em Portugual no
 Farcume?



JACINTO - Eu tive uma sorte grande,  Deus sempre está ao meu lado, não sei se foi
pela temática também de um fato que se passou em Portugal. O filme “ Aparição”
eu fiz uma versão da história original que se passou em Portugal na cidade de
Fátima em 1917. Juntei atores de Santa Rita: 
Ivonaldo Rodrigues ( Padre  Jovem), Laura Domingos ( Lavadeira), Manoel
Felipe ( Josué), de João Pessoa: Rosandro Aranha ( Padre Velho),  suas 
filhas,  Raissa Aranha
(Lúcia),  Rannya  Aranha ( Jacinta) e meu filho, Pedro Rafael (
Francisco). Edilete Bezerra,( Jornalista) 
e é Diretora de Artes, filmei em Santa Rita em duas localidades,
incluindo Várzea Nova; filmei também em João Pessoa. Foi meu  primeiro longa metragem com 70 minutos, tive
ajuda do Dr. Rosandro que contribui muito pra realização do filme, Aproveito
aqui pra agradecê-lo, e a todos os amigos, atores que participaram.  Como já venho participando de Festivais por
todo Brasil, eles aceitam curtas de no máximo 18 minutos, e no mesmo momento em
que eu estava editando o longa “ Aparição” eu editei “Cova da Iria”, curta,  para participar dos festivais. Nós ganhamos,
graças a Deus, o Festival do SESC, aqui em João Pessoa, fomos participar do
Festival de Boa Vista-PB FARCUMI em nível internacional e fomos premiados para
exibir nosso filme em Portugal, (Festival que aconteceu em 27 a
29 de agosto de 2014
). Já estamos com outra classificação no
Festival Farinha, em  Patos- Pb, já em
nível internacional.



SIÉLLYSSON - Você leva o nome da cidade
de Santa Rita pra o Brasil todo, agora para Portugal, você recebeu em algum
momento apoio financeiro da Prefeitura pra isso?



JACINTO - Em 2003 eu montei o
espetáculo “Espanta Gato” aqui em Santa Rita, e graças a Deus o espetáculo foi
muito bem visto na USP, eles gostaram muito, o prefeito na época Severino
Maroja nos ajudou e passamos uma semana no festival. Já no dia 07 de setembro
desfilamos com uma facha descrevendo sobre a aceitação do Espetáculo em São
Paulo; lá divulgamos a cidade, por meio de material expositivo. Recebemos um
troféu e desfilamos com ele, mas que hoje não tem mais nada disso na
Prefeitura, perdemos tudo com a transformação do teatro no Banco (Governo de Marcus Odilon) infelizmente perdemos todo
nosso material cênico que tínhamos lá.



Eu fui pra Portugal para o festival
em Faro, passamos em Fátima, fui com o apoio do Prefeito Severino Alves Barbosa
Filho (Netinho). Conheci ele em Várzea Nova há tempos atrás, sempre nos apoiou.
Agora prefeito, nesse fase transitória, bastou o ofício chegar nas mãos dele
que ele disse: “Libere o dinheiro, quero que Jacinto viaje pra Portugal
representar nossa cidade lá”.



 



http://3.bp.blogspot.com/-80Sr0wcGoCI/VNmUM-EWDrI/AAAAAAAAA5I/KWkrbKQBdfQ/s1600/58826_303320863116411_1661329926_n.jpg



 



SIÉLLYSSON - Você falou comigo antes de
começarmos a entrevista que você não faz política você faz arte...



JACINTO - Sim, faço arte e tenho que
agradecer ao prefeito Netinho, que é político, que me ajudou a realizar este
trabalho, que se não fosse ele, nós não teríamos como ir.



SIÉLLYSSON - Completando a frase (risos)... esta é sua missão. (Ele rir) sim.



SIÉLLYSSON - Que mensagem você deixa
aqui para quem quer se enveredar por este caminho da arte, do teatro, do
cinema?



JACINTO - Olha, é uma batalha árdua
que eu venho enfrentando há muito tempo. Quem pretende começar que tenha força
de vontade, coragem e enfrente o que vier. Tenha fé em Deus, pois Deus é o
pilar que sustenta tudo.



 



Entrevista realizada em 2015.



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09 Maio 2016 


DIREÇAO DE ATORES   NO CINEMA  - 
CINEMA ENQUANTO ARTE -  HÍBRIDA
ARTE ESTETICAMENTE DA,  AMBÍGUA,
TRIBUTÁRIA DE OUTRAS LINGUAGENS ARTÍSTICAS ENQUANTO ARTE DE SONAGENS E
SITUAÇOES QUE SE PROJETAM NO TEMPO SE VINCULA AO TEATRO E À LITERATURA:   - 
COMO NO ESPETÁCULO TEATRAL TEMOS OS PERSONAGENS DA AÇAO  ENCARNADOS EM ATORES COMO NA LITERATURA OS
PERSONAGENS ADQUIREM UMA MOBILIDADE, UMA DESENVOLTURA NO ESPAÇO E NO ARTE DO
ATOR DOIS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS: O corpo humano se torna um meio de
expressão, abandonando seu caráter acidental e facultativo O gesto torna-se, em
si mesmo, uma linguagem de sentimentos e ideias O ator é o homem tornado
personagem que se movimenta numa ação dramática dentro de um espaço e um tempo
fictício.  O ATOR NO TEATRO :
•teatralização: elemento que rompe com a dimensão cotidiana de uma ação •Plano
geral •Necessidade de projetar o movimento para além do palco •O ator
apropria-se do papel vivendo-o junto ao público, na sequência e em tempo real,
a O ATOR NO CINEMA : •Representação do real •Plano aberto/plano fechado
•necessidade de revelar a dimensão dos sentimentos, estados de alma,
pensamentos do personagem •Gestos tem como limite a proporção do frame  - PRIMEIROS FILMES DE FICÇAO encenação
prioritariamente teatral: •câmera imóvel •distancia invariável •incidência
angular uniformemente frontal e sempre à altura do peito e do olhar •ponto de
vista de uma plateia imaginária   CINEMA
MUDO  A pantomima dos corpos buscam
suprir a falta da palavra. Com isso cria-se uma nova linguagem, exprimindo
gestos que são uma espécie de síntese de estados de espírito.   EXEMPLOS DE TEATRALIDADE  LATENTE NO CINEMA •Carlitos •Gordo e o
Magro    CHARLES CHAPLIN "A ação é
geralmente mais entendida do que palavras.(...) Ouça uma descrição de algum
objeto estranho — um javali-africano, por exemplo; depois olhe para uma foto do
animal e veja como você fica surpreso" (Charles Chaplin) CHARLES CHAPLIN O
GAROTO (The Kid) de 1921 O GRANDE DITADOR (The great dictator) de 1940 MÉTODO
“CHAPLINIANO” •Chaplin nunca começou a filmar a partir de um roteiro completo
•A estrutura narrativa emergia do improviso •Improvisava as cenas a partir de
um tema. Por exemplo: "Carlitos entra em um spa" ou "Carlitos
trabalha em uma loja de penhores". •Trabalhava com seu elenco estático
para improvisar  CINEMA FALADO NOVA FORMA
DE CONSTRUÇAO DA NARRATIVA CINEMATOGRÁFICA: •forma de narrativa que se filma de
maneira fracionada (em planos) •planos captados de forma descontinua (por eixo
de luz, por partes do cenário e segundo os problemas e as necessidades de produção)
•os limites do tamanho de plano não são fixos: mudam de tamanho, posição,
altura e podem estar em movimento •O “ponto de vista” do espectador não está
num só lugar. O olhar do NOVA NECESSIDADE TÉCNICA ATORIAL •GESTOS CONTIDOS
•VOLUMES MINIMIZADOS •CONTROLE  A
EXPRESSIVIDADE NA PARTE DO CORPO COLOCADA EM FOCO •ATUAÇÃO DRAMÁTICA
DESCONTINUA COM RUPTURAS E MUDANÇAS TEMPORAIS •CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO FORA DE
QUADRO: O OUTRO ATOR OU O CENÁRIO AUSENTES O STAR SYSTEM •Método de criação,
promoção e exploração de estrelas de cinema no cinema clássico de Hollywood.
•Seleçao de jovens atores promissores •Glamorizaçao e criação de personas –
novos nomes, novos backgrounds, comportamento padronizado (clausulas de
moralidade eram comum nos contratos com os estúdios) •Exemplos: Cary Grant,
Joan Crawford, Rock Hudson •Ênfase na imagem mais do que na atuaçao BETTE DAVIS
A MALVADA (All about Eve) de 1950 NOVO IDEAL DE REPRESENTAÇAO: •A partir dos
anos 60 um novo estilo de atuação mais natural emergiu: as singularidades e qualidades
da pessoa do ator passa a ser um novo tesouro • Estilo lista da cinematografia:
cinema como reflexo estético da realidade •A criação do personagem
cinematográfico exigirá do O MÉTODO (“Method acting”) 1930 Influenciada por
CONSTANTIN STANISLAVSKI: Verdade teatral Criada por LEE STRASBERG Método de
Interpretação Para o Ator : técnica onde o ator procura desenvolver em si mesmo
os pensamentos e emoções da personagem 
Os alunos de Strasberg incluem muitos dos mais melhores atores
americanos da segunda metade do século XX tais como: Marlon Brando Paul Newman
Robert De Niro Al Pacino James Dean Dustin Hoffman Marilyn Monroe Jane Fonda
Jack Nicholson Tom Hanks Adrien Brody O MÉTODO •criar em si os pensamentos e
sentimentos de seus personagens e para desenvolver performances orgânicas •Os
atores recorrem as suas próprias emoções e memórias •O método é utilizado para
adquirir realismo na interpretaçao: NON ACTING •Imersão no personagem •“O que
motivaria a me comportar da maneira que o personagem se comporta?” Strasberg
pede para que o ator substitua as circunstâncias do roteiro/peça pelas suas
próprias. (substituição) MERYL STREEP A ESCOLHA DE SOFIA (Sophie`s choice) 1982
AS PONTES DE MADISON (The Bridges of Madison county) 1995 



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09 Maio 2016 


FILMOGRAFIA



Jacinto  Moreno



 



ATOR



 



01- Vereda Tropical :      Novela da Rede Globo -   Ficção



02- Àrvore de Marcação :     Jussara Queiroz   -  
Ficção -   Longa



03- A  Ilha :     Orlando
Junior  -    Ficção 
-    Curta



04- Funesto :     Carlos Dawling  -   
Ficção  -   Curta



05- Constantino :      Carlos Dawling  - 
Ficção  -     Curta



06- Eu sou o Servo :        Eliezer 
Rolin   -   Ficção 
-    Curta



07- Transubstancial :     Torquato Joel   -  
Ficção  -    Curta



08- O Meio do Mundo :    
Marcos Villar  -   Ficção 
-    Curta



09- Canta Maria:      Ramalho Junior -    Ficção 
-    Longa



10- Debaixo dos Lençóis :    
Mabel Dias   -   Documentário 
-   Curta



11- O Sonho de Inacin :      Eliezer Rolin  -  
Ficção  -    Longa



12- Água Barrenta :      Thiago Penna   -  
Ficção  -     Curta



13- Mata Sete :       Gláucia Guimarães   - 
Documentário  -    Curta



14- Geração Saúde 2:   
Danielle  Cucchiarelli  - Minisérie 
-   FicçãoLonga



15- Viventes :      Jacinto Moreno  - 
Ficção –    Curta



16  
-   Bem me quer, Mal me quer

  - 
Marcos Veloso -Ficção  - Curta



 



 



 



AUTOR/DIRETOR



 



O Anjo e a Serpente:       Jacinto Moreno  - 
Ficção  -  Média/Curta



Geraldo por Geraldo:    
Jacinto Moreno  -  Documentário – Média/Curta



Táxi :        Jacinto Moreno  - Ficção 
-  Curta



Viventes :   
Jacinto Moreno  - 
ficção  - Curta



Um dia antes do Natal   
-   Jacinto Moreno   -  
Ficção  -  Curta



Uma Luz no Fim do Túnel 
-   Jacinto Moreno  - Ficção 
- Curta



CAMINHANTE      –      
Jacinto Moreno – Ficção -  Curta



APARIÇÃO -  Jacinto Moreno – baseado em fatos reais - Longa



A ESCOLHA
Jacinto Moreno  -  Ficção - Curta Ficção - Longa



O MENINO E O MISTÉRIO -  
Jacinto Moreno -  Ficção -  Longa



 



 



ASSISTENTE DIREÇÃO



FEMININO PLURAL -  Fábio Mozart - Ficção - Curta



BEM ME QUER, MAL ME QUER - Marcos Veloso - Ficção - Curta



TENHO EM MIM TODOS OS SONHOS DO
MUNDO
  - Marcos Veloso- Ficção-Curta



 



FOTOGRAFIA:



FEMININO PLURAL - Fábio Mozart -  Ficção - Curta



MAL ME QUER, BEM ME QUER - Marcos Veloso - Ficção - Curta



 



 



 



 



 



 



 



 



SINOPSE:



O ANJO E A SERPENTE –   Filmado  - No interior do nordeste,  numa fazenda, duas crianças brincam,
pastoreiam os  animais e dai, surge uma
amizade profunda entre eles, e que inocentemente, fazem um pacto de amor que
acaba numa tragédia entre as duas familias.



 



GERALDO POR GERALDO Filmado
- Documentário sobre a vida do artista plástico Geraldo Correia de Oliveira,
da cidade de Santa Rita-Pb, foi funcionário da extinta Tv excelsior na funçao
de cenógrafo, foi ao exterior onde conseguiu expor alguns de seus trabalhos em
cidades diferenciadas, contado por ele mesmo.  



 



TAXI  -  



Filmado
- Mulher decide rever sua família,
toma um Taxi ,vai a sua residência, observa os filhos e o marido e volta a sua
morada eterna



 



 UMA LUZ NO FIM DO TUNEL



Filmado - Mulher abandona a família e joga-se no abismo da  Alcoólismo. 
Desacata autoridades e vai parar na prisão. Nos alcoólicos Anônimos, ela
faz uma  analise da vida pregressa que
levara no passado  e uma luz divina a
transforma numa verdadeira mulher ,  e
volta a ser o que era antes,  com marido
e filhos ao seu lado, protegendo-a.



 



VIVENTES



Filmado
 - A
Sociedade em que vivemos, desprezada pelos Governantes, faz com que o homem
sobreviva neste mundo,  e  tende fazer qualquer coisa de honesto diante
do poder divino e provar que se pode viver 
com dignidade, nas ruas, catando papeis e lixo pra sua sobrevivência,
sem usar de violência contra os seus 
 Homens catam lixo nas
ruas pra sobreviver.                                                       



 



 CAMINHANTE



Filmado
 -  Um
homem, 
um louco entre outros milhares de loucos que vivem nas ruas a
perambular, Um Mendigo de Origem
incógnita, misteriosa,ignorada,  reflete,
critica e denuncia o sistema social, a complexidade do ser humano, através de
seus conhecimentos, de seus pensamentos, de sua ideologia de vida... é um homem
altamente sábio. Na sua condição do seu “ Ser “ ele
procura perturbar e instingar os seus seguidores a conhecerem o interior da
alma humana... Seu objetivo é fazer
com que alguém nesta multidão, consiga captar todos os seus ensinamentos  e que dê continuidade a sua filosofia de vida
a qual está pregando.



 



APARIÇÃO



PRIMEIRO LONGA
METRAGEM
-  Filmado - Filme baseado em
fatos reais e numa adaptação livre, acontecida entre o período de 13 de Maio á
13 de Outubro de 1.917, no vilarejo, COVA DA IRIA, na cidade de FÀTIMA,
PORTUGAL, quando N.S. de FÁTIMA aparece aos 3 pastorinhos.  A primeira Aparição  acontece no dia 13 de Maio e na última, ela
revela  o segredo a Lúcia e acontece o
Milagre  do sol, isso, todos observam
.



 



 



 




ESCOLHA



Filmado -
Todos os dias o pai leva seu filho pra escola, na saída do pai, o menino desvia
da rota diária e um dia, os pais descobrem misteriosamente dinheiro na mochila
do filho e um dia, esse menino se envolve no submundo das drogas... de quem é a
culpa? Dos pais?da sociedade?



 



O MENINO E O
MISTÉRIO



SEGUNDO LONGA METRAGEM
 Filmado - O Menino é misterioso, ele
aparece e desaparece e não sabe sua origem, de onde veio e pra onde vai,
perambula pelas ruas da cidade, pessoas desejam conhecê-los mas ele não se
revela,                                                  
é,
um andarilho comum entre muitos que circulam e segue sua trajetória. Pra uns,
ser comum, pra outros, indiferente, dentro da sociedade em que vivemos.
Altamira é doméstica, alcoólatra, é uma mulher da noite e altas horas ao chegar
em casa, observa um menino misterioso que chega e sai num objeto sinistro, ali,
pertinho de sua casa. O menino faz amizade com a turma da escola e é adotado
pela família onde Altamira trabalha. O encontro entre Altamira e o menino é
fatal,  e, Fatos misterioso e curiosos se
espalham pela cidade e ela tenta alertar ao povo sobre esses acontecimentos,
mas, não lhes dão ouvidos.



 



 



 



A CABEÇA DA SANTA –   não filmado - Adaptação livre da peça
teatral de Tarcisio Pereira - Uma tragicomédia acontecida no sertão nordestino,
-  Um ex-cangaceiro,  JOÃO UBALDO, abandona a vida de cangaço e se
destina a esta cidade pequena e pacata, a fim de se regenerá da vida que levava
no cangaço. Encontra em FRIDA CAIÁ,  uma
rapariga de bordel, a mulher dos seus sonhos. JOÃO UBALDO,  vende  
fumo de rolo na feira e resolve 
vender o fumo na festa da igreja, coisa que o padre não aceita e daí,
cria-se um clima de tensão entre os dois.



 



ESPANTA GATO –    não filmado - Uma adaptação livre da
peça teatral de  Luiz Maranhão Filho -
Comédia de costumes, acontecida no sertão nordestino, envolve duas bandas de
musicas – Espanta gato e Pirão na unha - que se destinam a tocar
retretas na festa da padroeira, cada qual querendo ser a melhor, e o Padre fica
entre as duas, sem poder tomar uma decisão correta, em qual lado deve ficar,
numa decisão bastante complicada pra ele.



 



RIFLE DE OURO –  não filmado - ( Parceria com Marcos
Veloso) -  acontecida no sertão
nordestino, conta a história do maior cangaceiro de todos os tempos, ANTONIO
SILVINO, homem pacato, entrou no cangaço por necessidade, mas, a partir dai,
com intuito de vingança, formou um bando de cabras e saiu de mata a dentro,
matando, destruindo, saqueando cidades, lutando conta a policia nesses sertões
do nordeste, e  ferido, preso, foi  tratar de sua saúde. Uma acontecido  nunca mostrada no cinema do brasil.



 



UMA FORCA PARA MEU PAI -    não filmado - aventura, na linha do
bang bang á italiana, onde bandidos desacatam, se apoderam do poder do
lugarejo, destruindo e matando inocentes, 
e um homem, destemido, tomando  as
dores do povo,  resolve  por si, colocar a ordem na  cidade, destruindo badidos e deixando tudo na
tranquilidade.



 



INIMIGO ÍNTIMO –   não filmado - um filme de Terror. Um
ser maligno, misterioso, tenta a todo custo se apoderar da alma e do corpo de
uma jovem evangelica, e o postar que com sua força misteriosa,
fortalecendo-se  do poder de Deus,
consegue afastá-lo, devolvendo ao seu lugar de origem e trazendo a paz para
esta jovem.



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09 Maio 2016 


BALACUBACU                      (lapa de Minhoca)



Musica de Jacinto Moreno



 



É UM BALACUBACU



EI!... 
EI!...                                                   
REFRÃO.



É UM BALACUBACU



EI!... EI!...



É UM BALACUBACU!... É A CATINGA DO MEU SUVACO



I



MEU SUVACO É FEDORENTO, NÃO TEM QUEM AGUENTE NÃO...



MEU SUVACO FEDE MUITO, DERRUBA ATÉ AVIÃO



QUEM CHEIRAR NO MEU SUVACO, VAI CAIR AQUI NO CHÃO.



II



MINHA NEGA  É
FEDORENTA, MEU SUVACO FEDE MAIS



O QUE É QUE EU FAÇO AGORA, PRA RIMAR Ó MEU RAPAZ



DIZEM QUE PASSAR LIMÃO, A CATINGA SE DESFAZ.



III



NA CRENDICE POPULAR, ACREDITA QUEM QUIZER



QUE LIMÃO TIRA A CATINGA, ATÉ MESMO DO CHULÉ



POIS TIROU DO MEU SUVACO, E TAMBEM LÁ DO MEU PÉ.



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